Lágrimas

Meus olhos sempre carregarão águas...
Como ansiar bom desfecho em trajetória tão amarga
Sem ter onde repousar o queixo a cabeça pende...
O corpo desaba...
meus olhos sempre carregarão águas...


Há de se escrever da vida, que apesar de fria ingrata
ralhei com a dura fauna de homens tão covardes
Jamais me assentei à mesa de quem por fiel a tristeza
beijou o mal na face
Mas nada disso importa,
meus olhos sempre carregarão águas...


Seja pelo mal que causei ciente
ou mesmo quando contente, 
desfrutei da minha parte sem ver rasgado ao meu lado
que gentes carentes padecem, cotidiano malgrado
Mas nada disso importa,
meus olhos sempre carregarão águas...


No meio de toda essa moleza me pego especulando
uma vez que já é de todos conhecido
que em sina tão barata
não é a vontade de vencer que aparta de todo a mortalha
Peleja tão simplória!
É certamente mais custosa do que é realmente necessária!
É quase que como dar braçadas contra uma cachoeira
E digo isso com propriedade
Não fiado em ciências, fé ou qualquer adorno que o valha
Também não é porque me faltem espelhos 
ou que o ego já me tenha tomado
mas é que em matéria de sofrimento,
nunca me faltaram ou hão de faltar intimidades
quando mirei pela primeira vez a vida nos olhos
foi a dor quem primeiro me veio beijar as mãos
Mas nada disso importa, porque meus olhos...
meus olhos sempre carregarão águas.

 

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2 comentários em “Lágrimas

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