FAMÍLIA

Desata o nó e a corda densa
onde pende o quadro alheio a dança
Cansa...
Cessa o coro, de volta a trança
É fria a vaga labuta
É eterna a rija trança
duas das cordas me custam a estirpe
A outra carrego presa ao ventre
Sangra...

As luzes e as vozes não me pesam mais que o físico
O real é sempre mais amargo, intenso, vivo
anseio esquálido teu doce alento
para que breve seja a algoz liberdade.
Que repouse fresca ao meu lado a amarra
e eu encerre firme tão inútil batalha.
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