A CLAREIRA

Abro agora esses murchos olhos
que outrora foram faróis
Semi-abertos ou semi-cerrados,
já não sei mais distinguir as minhas intenções
Majoritariamente tudo não passa de um borrão
uma massa disforme de luzes que parecem dançar aleatoriamente
e vultos que eu presumo serem pessoas
A julgar pela leveza com a qual estou sendo conduzido
eu diria que estou em uma maca e provavelmente em um hospital
Enquanto tudo é borrão não há com que se preocupar
O problema reside é na solidez do dia seguinte…
Abrir os olhos por completo e encarar os olhares inquisidores mirando-me descaradamente
No fundo é como se a minha frustrada tentativa de descanso me transformasse em algo ainda pior aos olhos deles
Mas quem se importa?!
O legado dessa situação vai muito além da opinião alheia
É uma lição, uma dura lição de que infelizmente não controlamos nem mesmo a antecipação da nossa morte
ínfimos humanos!

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