A NATUREZA DO MOMENTO

A pele rasga o peito e a alma vara
Fere uma, duas, três e de repente para
É o sangue, o silêncio e o canto
O ego encurralado no escuro a arrebentar-se em pranto
Abraça as pernas junto ao queixo
Dispensa o leito para valer-se do chão
Sente na boca o seco sabor da poeira
E sucumbe mudo à dureza do chão
Segue com o olhar vazio, o sorriso frio e o ar de devoção
É tratado como numero, sendo mato do cerrado ou terra árida do sertão
Já aprendeu a nutrir-se da dura lida como alternativa
para qualquer de suas possíveis emoções
Não é que essa gente seja fria ou que o pudor cegou seu coração
É que na verdade cresceram sem vida, ardendo ou em brisa para incitar suas paixões
Então como esperar que um dia algo que a sua ignorância tristemente limita lhes ceda lugar para a viva compreensão

 

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